sexta-feira, 30 de setembro de 2011
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
O Rumo do Barco.
A primeira reunião foi muito importante para desmistificarmos alguns paradígmas impostos pela - calculadamente - pobre apresentação de nosso projeto.
Nessa reunião elegemos importantes questões:
* Como a enchente desperta o inanimado e adormece o vivo?
* Quantos jardins cabem em um pântano e quantos pântanos suportam um jardim? (Pergunta criada a partir da referência espacial do autor)
* Quais afogamentos e enchentes podemos identificar para além dos acontecimentos literais?
* Como incidir sobre o organismo aspectos sensoriais partindo de escolhas estéticas?
O artista Gustavo - Sonoplastia - indicou-nos http://www.youtube.com/watch?v=rMDe63W5s8Q para dialogar com a pesquisa de ambiência sonora pela qual também a Atuação de Thiago Prates e os demais atores passarão; pesquisa esta que objetiva descobrir como estados de existências são postos em cena, já que não se tratam de personagens convencionais mas de objetos (barquinho de papel, muretinha), bicho (sanguessuga) e lugar (viela) que ganham vozes mas preservam sua maneira de habitar o mundo.
Partimos, e não sabemos - embora haja adiante - onde atracar.
Graças aos Deuses!
Nessa reunião elegemos importantes questões:
* Como a enchente desperta o inanimado e adormece o vivo?
* Quantos jardins cabem em um pântano e quantos pântanos suportam um jardim? (Pergunta criada a partir da referência espacial do autor)
* Quais afogamentos e enchentes podemos identificar para além dos acontecimentos literais?
* Como incidir sobre o organismo aspectos sensoriais partindo de escolhas estéticas?
O artista Gustavo - Sonoplastia - indicou-nos http://www.youtube.com/watch?v=rMDe63W5s8Q para dialogar com a pesquisa de ambiência sonora pela qual também a Atuação de Thiago Prates e os demais atores passarão; pesquisa esta que objetiva descobrir como estados de existências são postos em cena, já que não se tratam de personagens convencionais mas de objetos (barquinho de papel, muretinha), bicho (sanguessuga) e lugar (viela) que ganham vozes mas preservam sua maneira de habitar o mundo.
Partimos, e não sabemos - embora haja adiante - onde atracar.
Graças aos Deuses!
sábado, 17 de setembro de 2011
Primeiro Dia do Experimento
Agora sim. Ficha Técnica completa. Apresentamos para os novos companheiros o que já pesquisamos e os caminhos que pretendemos investigar. Saindo do óbvio e do jornalistico. A palavra do dia foi SENSAÇÃO.
A maioria dos integrantes são da periferia da zona leste e por serem sabem que dizer o que acontece não interessa a ninguém daqui. É necessário ir além. Buscar novas camadas...
Agora é trabalhar.
Em que você se afoga?
A maioria dos integrantes são da periferia da zona leste e por serem sabem que dizer o que acontece não interessa a ninguém daqui. É necessário ir além. Buscar novas camadas...
Agora é trabalhar.
Em que você se afoga?
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Os trabalhos já começaram.
Enquanto uns falam a gente trabalha. Sem tempo para frescuras, picuinhas. O experimento ainda não começou, mas evidente que o nosso trabalho está crescendo a cada dia. Ao contrário do que possa parecer. Não estamos falando tão somente do Jd Pantanal, as nossas questões vão muito além, o alagamento no nosso pântano urbano. Muitas questões estão nos rodeando. O que se perde de fato numa enchente? O que que alaga?
O que ouvimos das pessoas que perderam tudo não foram lamentações e sim "vamos ter que construido tudo de novo".
Não temos certo o local onde apresentaremos Pantanal, uma das idéias era pra ser apresentado na própria comunidade que leva nome a peça. Mesmo se não for lá, pelo menos iremos até este local. Onde tudo começou. Sim, a nossa SP ESCOLA DE TEATRO começou com cursos de atuação, sonoplastia e iluminação no Jd Pantanal, seria até um retorno, hoje que a escola cresceu tanto e está no Brás e com projetos para a Praça Roosevelt. Seria justo dar este retorno. Mas dependendo de uma série de fatores. Existe toda uma dinamica das apresentações em um período curtíssimo de dias e uma limitação de horário.
De qualquer forma, uma certa resposta está sendo dada, neste grupo encontra-se uma maioria moradores da periferia da zona leste de São Paulo. Estes sujetos "transperiféricos" estão para brincar seriamente. Time du loko. Vamos pro arrebento!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Texto escrito por Dias Fillho que fez uma belíssima apresentação dos suas angústia dentro deste universo.
Alessandro Toller, Paulo Paixão e Dias Filho.
O nosso formador Alessandro Toller dando dicas para o projeto
O que ouvimos das pessoas que perderam tudo não foram lamentações e sim "vamos ter que construido tudo de novo".
Não temos certo o local onde apresentaremos Pantanal, uma das idéias era pra ser apresentado na própria comunidade que leva nome a peça. Mesmo se não for lá, pelo menos iremos até este local. Onde tudo começou. Sim, a nossa SP ESCOLA DE TEATRO começou com cursos de atuação, sonoplastia e iluminação no Jd Pantanal, seria até um retorno, hoje que a escola cresceu tanto e está no Brás e com projetos para a Praça Roosevelt. Seria justo dar este retorno. Mas dependendo de uma série de fatores. Existe toda uma dinamica das apresentações em um período curtíssimo de dias e uma limitação de horário.
De qualquer forma, uma certa resposta está sendo dada, neste grupo encontra-se uma maioria moradores da periferia da zona leste de São Paulo. Estes sujetos "transperiféricos" estão para brincar seriamente. Time du loko. Vamos pro arrebento!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Texto escrito por Dias Fillho que fez uma belíssima apresentação dos suas angústia dentro deste universo.
Alessandro Toller, Paulo Paixão e Dias Filho.
O nosso formador Alessandro Toller dando dicas para o projeto
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
O olhar do aprendiz - Texto de Dias Filho
Ao estabelecer um paralelo entre o nascimento de um filho e a criação dramatúrgica, Dias Filho, aprendiz da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco expõe suas opiniões sobre a nova dramaturgia no País.
Confira o texto abaixo.
Querem (Mesmo) Uma Nova Dramaturgia no Brasil?
Chegada a notícia que virá um novo integrante à família, todos felicitamos os pais; ansiedade nos mais próximos; memórias saudosas nos antigos; angústia e amarguras nos familiares estéreis; apreensão dos irmãos mais velhos (se crianças); bobagem exagerada (pensam, se adolescentes); assunto novo, velhos comentários; pergunta-se se a criança merece estar nesse mundo perdido; há quem insinue se o filho pertença mesmo ao genitor; aflições físicas na mãe.
O parto. Se o pai tem estômago e alguma coragem, está ao lado da mãe que desfaz e refaz sorrisos misturados ao rompimento da carne que se rasga devagar em contrações. Os doutores estão em volta; a criança pode enrolar-se no cordão umbilical e morrer asfixiada, pode ficar com os pés para a saída e afogar-se no líquido; risco para a mãe; na avaliação da maioria, (a prioridade é sempre a mãe).
Talvez ela morra, mas quem impedirá a criança de nascer? Talvez um ato covarde às escondidas ou algum surto psicótico daqueles que sentem-se ocos e não podem gerar. Mas estes chorarão amputados do outro lado da obstetrícia e mentirão seu ódio em tons e cores de falsas cordialidades.
Atenuados os sustos, ei-la.
Atenuados os sustos, ei-la.
Com as pequenas mãos juntas ao queixo, protegendo-se ou conjurando afetividades, pendurada sob uma perna enquanto a outra permanece dobrada, como num vôo para baixo, untada de vermelhos terríveis, ela anuncia àqueles de sua pátria abandonada na estridência dos que caem: cheguei, irmãos! Enquanto para o pai (se estiver ainda em pé) e para a mãe (se conseguir manter-se acordada), a razão pela qual todo esforço e calma valerão.
Como uma mãe que sou, eu imploro: Bebam em meu enterro, amamente-no de leite fresco e não deixem meu filho no sereno.
Dias Filho
SP Escola de Teatro - Centro de Formação das Artes do Palco
08/09/2011
08/09/2011
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Apresentação do projeto
Hoje fizemos a apresentação do nosso projeto para a escola. Emerson, Dias e Ivam. Nós 3 criamos uma instalação com mesas, cadeiras, mangueiras, Tv etc. Ao invés de falar a cerca do projeto optamos por apresentar cenicamente uma proposição do que queremos. As inscrições para a Ficha técnica estão abertas. Temos dramaturgos, sonoplasta e iluminador.
Para receber o projeto envie um e-mail no assunto Pantanal, que encaminharemos o projeto e a dramaturgia do Pantanal.
Para receber o projeto envie um e-mail no assunto Pantanal, que encaminharemos o projeto e a dramaturgia do Pantanal.
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